terça-feira, 29 de novembro de 2011

Algumas Observações Pertinentes


1. As coisas não estão boas nem ruins; estão como tem de estar (também conhecido como: não está meio cheio nem meio vazio; é um copo de água pela metade).
2. Gostar e amar são duas coisas diferentes. Amamos com a alma; nossos apegos e aversões são determinados por nossa mente.
3. Além das nossas diferenças estão nossas semelhanças; superar aquelas para descobrir essas é uma tarefa árdua mas não impossível.
4. Todas as filosofias são válidas; todas as filosofias têm falhas. (Do Código de Conduta Paul Grilley)
5. Esteja disponível; você nunca sabe quando o Universo vai chamar...
6. É mesmo verdade: você pode levar um burro até o riacho mas não pode forçá-lo a beber a água...
7. Sapere Aude! (Ouse Saber!) "Tenha a coragem de usar seu próprio entendimento!", diziam os Iluministas.


Minha meditação favorita!

Meditação – Inteligência Analítica

Essa meditação ajuda a trabalhar o processamento de informações em geral e de emoções em particular. Na minha experiência pessoal, percebo um efeito imediato de sedação (por isso prefiro sempre fazer a noite), e a longo prazo sinto minha capacidade de análise mais aguda.

Sente-se no chão com as pernas cruzadas e a coluna alinhada, ou numa cadeira de espaldar reto, com os pés apoiados no chão e a coluna alinhada.
Foco: Os olhos ficam semicerrados e focados na ponta do nariz (que você não enxerga).
Os braços estão na frente do corpo, ligeiramente estendidos para fora com as palmas voltadas para cima, mãos na altura do plexo solar.
As pontas dos dedos das mãos vão tocar o polegar com um toque definido mas leve (como se segurasse uma folha de papel entre eles) na seguinte sequência:
1º - Mindinhos e polegares se tocam
2º - Indicadores e polegares se tocam
3º - Anulares e polegares se tocam
4º - Indicadores e polegares se tocam
5º - Dedos médios e polegares se tocam
6º - Mindinhos e polegares se tocam
7º - As mãos se abrem completamente, os dedos afastados não se tocam

Durante esta sequência, mentalmente entoe o mantra SA TA NA MA WHA HAY GURU, uma sílaba por toque.
Respiração: Inspire em seis tempos e expire em um tempo. As seis partes da inspiração dividida correspondem aos seis sons mentais “SA”, “TA”, “NA”, “MA”, “WHA” (uá) e “HAY” (rei) e a expiração corresponde ao som mental “GURU”. Você ouve mentalmente estes sons com cada segmento correspondente da respiração. A velocidade do toque dos dedos pode aumentar até que um ciclo completo (uma repetição do mantra) leve 2 segundos. Leva algum tempo para atingir esta velocidade, o que acontece quando a prática se torna um hábito e ocorre automaticamente sem que você pense na sequência.
Então:
1º - (SA) Mindinhos e polegares se tocam (inspirar)
2º - (TA) Indicadores e polegares se tocam (inspirar)
3º - (NA) Anulares e polegares se tocam (inspirar)
4º - (MA) Indicadores e polegares se tocam (inspirar)
5º - (WHA) Dedos médios e polegares se tocam (inspirar)
6º - (HEY) Mindinhos e polegares se tocam (inspirar)
7º - (GURU) As mãos se abrem completamente, os dedos afastados não se tocam (expirar).

Para encerrar: Feche os olhos, inspire profundamente e estenda os braços para cima sacudindo as mãos e os braços vigorosamente por 30 a 60 segundos. Expire. Relaxe.
O tempo de prática pode ser de 11 a no máximo 31 minutos. Não tem problema começar com menos de 11 minutos. Tente completar ciclos de 40 a 120 dias de prática ininterrupta para perceber os efeitos na sua capacidade de processamento e equilíbrio mental.

Observação: Essa meditação também é excelente para problemas de aprendizado, déficit de atenção e dislexia.

Pontos de Vista

Na versão cinematográfica do "Guia do Mochileiro da Galáxia", Douglas Adams criou um dispositivo chamado "Arma do Ponto de Vista". Quando usada em alguém, ela faz com que a "vítima" veja as coisas do ponto de vista da pessoa que disparou a arma (Aparentemente a arma foi comissionada pelo Consórcio de Mulheres Irritadas, cansadas de sempre terminar suas discussões com seus maridos com um "Você não entende, não é mesmo?").
A primeira vez que assisti ao filme, achei a sacada da arma genial. Sempre imaginei que, se numa discussão o outro é capaz de enxergar seu ponto de vista, automaticamente a discussão se torna nula. Ledo engano.
Recentemente me vi em meio a um embate onde tenho plena consciência dos pontos de vista das partes participantes e, para piorar a situação, estou investida de grande envolvimento emocional com os dois lados. O fato de entender e sentir enorme simpatia por todos os suspeitos não facilita em nada a minha necessidade - inerentemente humana, de buscar uma solução para o conflito.
O primeiro instinto é o de buscar um lado, pender na direção daquele que detém a "razão", a pessoa em cujas fileiras a verdade buscou abrigo. Mas a verdade, como tudo na vida, é absolutamente subjetiva. A minha verdade é aquela que dá base ao meu ponto de vista, a sua, ao seu.
Então fazer o que? Como lidar com o proverbial bicho que come se a gente fica e pega se a gente corre?
Adoraria poder dizer que lidei com a situação de modo sábio e ponderado e que tomei o caminho da não-ação, do não envolvimento - mas estaria mentindo, e ao contrário da verdade, a mentira é bem menos dada a subjetividades...
O que posso dizer é que enxerguei minha dinâmica dentro de um conflito como se as pessoas envolvidas tivessem me acertado com a Arma do Ponto de Vista e, sinceramente, não gostei do que vi.
A busca do discernimento é um trabalho contínuo; exige empenho, dedicação e, principalmente atenção constante. Se você não se mantém alerta, palavras e ações impensadas e frívolas se tornam os frustrantes dois passos para trás para cada passo que damos a frente.
O trabalho continua....